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A utilização de sistemas de acompanhamento em veículos que efetuam o transportes de mercadorias perigoas e/ou inflamáveis, é um poderoso auxiliar e preventor de quaisquer catástrofes ambientais.

Os transportadores são frequentemente confrontados com o derrame de substâncias altamente tóxicas para o meio ambiente, durante o transporte e por múltiplas razões. Destacando-se os danos nos veículos devido ao seu degaste ou depósitos de combustível degradados, o transporte de substâncias explosivas, inflamáveis ou corrosivas é sempre de elevado risco. É fundamental um estrito acompanhamento de toda a cadeia de fornecimento neste género de transportes, dado a que a mais pequena desatenção ou o mais ínfimo erro resulte num desastre. Através das observações conduzidas pela WebEye Húngria, as possíveis calamidades podem ser cálculadas e prevenidas, na maioria dos casos, graças ao uso de alarmes apropriados.

Por mercadorias perigosas conhecem-se as substâncias inflamáveis, explosivas e ou nocívas para o organismo e ambiente. O transporte deste tipo de mercadorias é regulado pelo ADR e regulamentado em acordo Europeu, que visa os processos de transportes e dos respetivos veículos. Este acordo víncula que; os métodos de armazenamento e transporte, são sujeitos a revisão, inspeção e atualização periodica, a cada 2 anos.

“O ADR classifica as mercadorias perigosas em 9 classes. Todas elas carecem de condições especiais de transporte. O movimento destas substâncias exige distintos tipos de depósitos e em todos os casos a regra-chave é evitar a todo o custo o derrame. O calor proveniente da exposição à luz, humidade e oscilação do transporte, podem desencadear reações nas substâncias mais sensíveis. No transporte de gases e líquidos o controlo das válvulas de pressão é obrigatório, para a prevenção de fugas. Desta forma a monitorização incessante destes parâmetros, permitem a ação imediata dos motoristas sobre uma eventualidade.” – Tamás Bagossy, especialista na WebEye Húngria.

Com a difusão e evolução da tecnologia informática, os sistemas auxiliares ao transporte são cada vez incisivos, destacando-se pela sua relevância na área da mercadoria perigosa. As mais avançadas soluções de monitorização, não só transmitem a posição e a velocidade do veículo, bem como, um relatório de falhas não percetíveis ao motorista. “Nalguns casos as fugas só são observadas numa eventual paragem obrigatória. De modo a evitar este tipo de acontecimentos recomenda-se um sistema de monitorização que detete e evidencie a fuga/perda, em forma de alarme.” – acrescentou o supra especialista.

A falta de cuidado, durante o transporte de mercadorias “normais” pode resultar em danos materiais para o cliente e fornecedor, mas a mesma falta de cuidado durante o transporte de substâncias perigosas pode acarretar ou desencadear uma catástrofe ambiental. Este transporte incumbe a extrema responsabilidade, sendo obrigatório aos motoristas frequentarem ações de formação.

István Szegedi, Diretor da Szegedi Trans Ltd, afirmou: “ A nossa empresa transporta mercadorias perigosas à vários anos e de acordo com a nossa experiência, os dados provenientes do sistema de monitorização provam ser bastantes úteis. No passado, um dos nossos clientes constatou que faltava uma remessa de gás anestésico. O desaparecimento dessa carga deu lugar a uma situação gravíssima. Parametrizámos as buscas de informação recolhida através do GPS e concluímos que a remessa havia sido entregue sem o menor problema. O transporte de mercadorias perigosas implica a responsabilidade de todos os intervenientes, que deverão cooperar e cumprir as regras.

“Os motoristas desempenham o papel mais importante, visto transportarem as perigosas substâncias durante muitas horas. Cada motorista necessita de ter o seu Certificado ADR válido (o que o habilita a transportar este tipo cargas), este Certificado tem o período de validade de 2 anos, obrigando os interessados a manterem-se atualizados e a frequentar ações de formação, de forma a verem revalidado o seu Certificado” – acrescentou Szegedi.